LÔRABÚRRA
Trecho do Encontro de HipHop na UERJ - Rio de Janeiro/1992
Aqui dá pra ver um trecho de um showzinho amador que eu fiz na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, com o pessoal do hip hop carioca da época (ler mais detalhes no texto de apresentação do vídeo seguinte, Indecência Militar). Ainda faltava muito pra Lôrabúrra tocar e estourar no rádio, mas me lembro que a letra sempre provocava muitas reações na platéia. Uma vez conseguimos nos apresentar (cada um duas músicas, como explico no outro texto) num evento na Praia de Botafogo, pra um público enorme, e eu cantei esta música, com o DJ Leandro fazendo a batida com a boca no outro microfone. Ali deu pra confirmar a força da crítica irônica desta letra. Pena que depois que virou "hit" nem todo mundo entendeu muito bem, mas depois eu ainda ia aprender que isso também era uma coisa normal.

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INDECÊNCIA MILITAR
Trecho do Encontro de HipHop na UERJ - Rio de Janeiro/1992
Esta música foi gravada no meu primeiro disco com a participação do rapper DJ Leandro, que já a cantava comigo antes nessas apresentações improvisadas que a gente fazia com a galera. Isto foi na época em que eu, Leandro, MV.Bill e outros rappers criamos a Associação Atitude Consciente, e fazíamos algumas reuniões na sede do CEAP (Centro de Articulação das Populações Marginalizadas). As reuniôes não duraram muito tempo, mas chegamos a nos apresentar todos juntos em diversas ocasiões, quando o pessoal do CEAP, do movimento negro e/ou do movimento estudantil nos cedia espaço em shows de blocos afro ou eventos em geral em que hovesse palco e som, e cada rapper cantava umas duas músicas do jeito que desse, com um DJ usando bases instrumentais ou simplesmente no beat box feito com a boca, que aliás era (e é) outro dom do DJ Leandro. Bons tempos aqueles, com mais união e menos intrigas e inveja. Antes do meu disco sair, é claro.

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O PENSADOR NA ROCINHA
Esta foi a minha primeira apresentação em público, num baile funk numa garagem de ônibus da Rocinha, em 1992, antes de lançar a fita demo de Tô Feliz (Matei o Presidente) na rádio. Pedi pra um amigo morador da favela pra consultar o DJ da equipe uns dias antes, e este disse que deixaria eu mostrar o som lá. Então eu fui até o baile com uma bateria eletrônica e cantei duas músicas: Tô feliz... e esta outra aí que não cheguei a gravar ("Foda-se a autoridade que abusa da violência"). O vídeo tem apenas um trecho da letra, que causou uma certa surpresa e até apreensão nos organizadores do baile quando eu a cantei, pois havia um pequeno posto da PM em frente ao local, e o som chegava bem alto até lá. Mas tirando a minha timidez, não rolou nenhum problema e eu adorei a experiência, que repetiria ainda muitas vezes em situações parecidas em shows amadores em outros lugares.

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